Explicações Geometria Descritiva Lisboa

O Centro de Explicações de Lisboa, em Alvalade, possui no seu quadro, Professores para lhe dar explicações de Geometria Descritiva. 

Geometria Descritiva

A geometria mongeana, correntemente denominada por geometria descritiva é um ramo da geometria que tem como objetivo representar objetos de três dimensões num plano bidimensional. Esse método foi desenvolvido por Gaspard Monge e teve grande impacto no desenvolvimento tecnológico sendo considerada, no início da sua sistematização, como segredo de Estado.  

A Geometria Descritiva serve de base teórica ao desenho técnico, permitindo a construção de vistas auxiliares, cortes, secções, rebatimentos, rotações, interseções de planos e sólidos, mudança de planos de projeção, determinação de verdadeiras grandezas  de distâncias, ângulos e superfícies, bem como o cálculo de volumes a partir dos dados extraídos das projecções ortogonais.

Para a arquitetura, engenharia ou o design de produtos ou equipamentos o conhecimento da geometria descritiva é essencial. A existência de um mais profundo conhecimento do método de Monge, permite utilizar com maior adequação, todo o potencial dos programas de CAD e das modelagens em 3D, que exigem o domínio de medidas, curvaturas e ângulos exatos.

A modelagem tridimensional comporta  no seu entendimento e construção os conceitos da Geometria Descritiva. É insuficiente o entendimento, para gerar maquetes virtuais de qualidade, sem o conhecimento de conteúdos específicos da mesma, como por exemplo, a localização de pontos através de coordenadas (X, Y, Z) nas suas formas absolutas ou relativas.

Também no domínio das artes, nomeadamente na Geometria Descritiva, os explicadores da Quantum-Explicações, estão disponíveis e motivados, no nosso Centro em Alvalade ( Av. de Roma) em ajudar os alunos a ultrapassar as dificuldades, como o fazemos em muitas  àreas do conhecimento, como na matemática, física, química, biologia, economia e no domínio das ciências humanas.

Consulte os nossos preços ou solicite mais informação sobre as Explicações de Geometria Descritiva em Lisboa

 

Explicações de Matemática para Biólogos

A cadeira de Matemática para Biólogos, ministrada, nomeadamente na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tem como objetivo potenciar os alunos a utilizar conhecimentos básicos de álgebra linear e de cálculo, aplicando-os na resolução de problemas biológicos. A unidade curricular incide fundamentalmente em conhecimentos e técnicas de resolução de problemas utilizando o cálculo matricial, a derivação, as primitivas e integrais para além das equações diferenciais.

Decida ultrapassar, definitivamente, as dificuldades na cadeira de matemática para biólogos junto dos nossos explicadores, tendo o sucesso que necessita.

 

Centro de Explicações Lisboa

Promovemos  explicações individuais ou em grupo ( máximo de 3 alunos ), o que permite uma intervenção pedagógica diferenciada e personalizada, por forma a atingir a otimização dos resultados escolares.

Explicações em sala com professores licenciados, mestres, doutorandos ou doutorados, do 1º ano de nível de escolaridade ao ensino superior

– preparação para testes e exames do 9º ano
– preparação para testes e exames do 11º ano
– preparação para testes e exames do 12º ano
– preparação especial para acesso ao ensino superior para mais de 23 anos
– preparação para testes e exames ao ensino superior ( Universitário ou Politécnico )

Navegue no nosso site, solicite informações e contacte-nos.

Temos respostas pedagógicas para si …

O FENÓMENO DAS EXPLICAÇÕES VISTO ATRAVÉS DE UMA ANÁLISE COMPARADA

Pode afirmar-se, sem grandes margens para erro, que as explicações são um daqueles fenómenos cuja difusão à escala global não merece contestação. Aliás, pensamos não ser forçado dizer-se que a “difusão mundial da escola” (matéria que tem sido estudada, entre outros, por John W. Meyer e que já mereceu, em Portugal, honras de antologia organizada ( por Nóvoa e Schriewer, 2000) tem como correlato a difusão mundial das explicações. Ainda que a história das explicações esteja em grande parte por fazer (ao invés do que se passa, como sabemos, com a história da escola), parece-nos plausível admitir que o desenvolvimento dos modernos sistemas educativos e a consolidação da “gramática da escola” (Tyack e Tobin, 1994; Nóvoa, 1995), nomeadamente a centralidade conquistada quer pela pedagogia colectiva (“ensinar a todos como se fossem um só”) quer pelos exames, criaram o ambiente propício para o aparecimento de respostas educativas “alternativas” através das explicações. Sem pretendermos ser exaustivos, apresentamos de seguida alguns argumentos em que nos baseamos para fazermos a afirmação anterior:

1. as explicações podem permitir (embora tal possa não acontecer sempre) um ensino individualizado, o que contrasta com o ensino massificado oferecido pelos sistemas educativos modernos;

2. as explicações podem apresentar-se como o espaço de realização dos trabalhos de casa, o que mostra mais uma dimensão da complementaridade que pode existir com o sistema regular de ensino;

3. as explicações podem ainda realizar a função (quiçá uma das mais apreciadas pelos clientes destes serviços) de preparação para os exames, cuja relevância máxima é atingida no caso do exame nacional;

4. as explicações podem cumprir ainda a função (mais social do que académica, reconheça-se) de apoio à família, oferecendo serviços de ocupação dos tempos livres vitais para uma família nuclear cada vez mais restrita e com elevados índices de ocupação laboral fora da esfera doméstica.

Sublinhar a importância das explicações no contexto educacional das sociedades parece ser um daqueles lugares comuns que aparentemente ninguém contesta. E, no entanto, essa importância não permitiu ainda que o tema conquistasse o espaço que mereceria, seja sob o ponto de vista académico, político, social ou económico. O epíteto de “actividade na sombra” parece ser revelador do que queremos afirmar. Nós próprios já demos conta destas preocupações em trabalhos anteriores (Costa, Ventura e Neto-Mendes, 2003; Costa, Neto-Mendes e Ventura, 2006), ainda que privilegiando enfoques diferentes daqueles que nos movem no presente, não dispomos ainda de evidências empíricas que permitam sustentar uma avaliação deste tipo relativamente à realidade portuguesa.

 

Alexandre Ventura

António Neto-Mendes

Jorge Adelino Costa

Sara Azevedo

 

Universidade de Aveiro (Portugal)

Explicações – destinatários e localização

O serviço de explicações que oferecemos destinam-se a alunos a partir do 1º ano até ao ensino superior Universitário ou Politécnico.

As explicações são presenciais em sala, na Av. de Roma em Lisboa.

A localização preveligiada do nosso Centro de Explicações, encontrando-se no centro geográfico de Lisboa e numa das principais avenidas da cidade de Lisboa, servida por inúmeras carreiras de autocarro, pelo metro e ainda por linha de comboio confluente à linha do norte, linha de Sintra e linha da Fertagus ( margem sul), viabiliza uma mobilidade de excelência para os seus utentes, pela rapidez e facilidade da mesma. A localização do Quantum – Centro de Explicações de Lisboa permite, mesmo a deslocação dos seus utentes de modo pedestre, para muitos alunos, relativamente a escolas onde os alunos estudem.

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A grande proximidade  do Centro de Explicações do Instituto Superior Técnico ( IST), da cidade Universitária (Faculdade de Ciências, Faculdade de Psicologia, ISCTE, Faculdade de Direito, Faculdade de Medicina, Faculdade de Farmácia, … etc) da Universidade Lusófona, escolas secundárias ( Escola Secundária Rainha D. Leonor, Escola Secundária Filipa de Lencastre … etc)  e  de escolas do ensino básico como a Escola Eugénio dos Santos, entre outras, assim o comprovam.

A comunidade escolar a que oferecemos os nossos serviços em Lisboa, face à nossa localização, não se resume, pelo descrito acima,  às áreas limítrofes do Centro de Explicações : Areeiro, Olaias, Alvalade, Av. de Roma, Av. EUA, Av. João XXI, Praça de Londres, Alameda D. Afonso Henriques, Penha de França, Praça do Chile, Entre Campos, Campo Pequeno, Campo Grande, Av. do Brasil, Anjos, … etc, mas também a alunos que residem, estudem ou trabalham, na linha de Sintra ( Amadora, Queluz, Massamá … etc ), na margem Sul ( Almada, Corroios, Monte da Caparica, Feijó … etc) ou na linha norte ( Alverca, Parque da Nações … etc ) pela operacionalidade móvel concedida pelo metro e comboio.

Realização de trabalhos a alunos do ensino superior

A razão porque o Quantum-Explicações não realiza trabalhos aos alunos

Alguns estudantes do ensino superior contactam-nos a solicitar a realização de trabalhos específicos a certas “cadeiras”, os quais são elementos básicos de avaliação das mesmas.

Algumas das Instituições Universitárias e Politécnicas privadas, utilizam o trabalho individual e mais raramente trabalho de grupo, para aquilatar as competências cognitivas dos seus alunos.

Alguns Centros de Explicações, quando tem nos seus quadros explicadores com capacidade de os efetuar ( e são poucos com essa competência ), realizam-nos,  exigindo valores muito elevados.

Com efeito, estes valores justificam-se, já que o trabalho adquirido como o de um ” bem de consumo” se tratasse, deve ser entregue ” imaculado” e sem qualquer erro, nos conceitos, nas definições ou nos cálculos se for o caso.

Alguns desses trabalhos poderão mesmo, consumir ao explicador várias horas para os realizar, de forma competente.

Do ponto de vista comercial, poderia ser interessante, mas o Quantum-Explicações, não realiza esse serviço.

 

Passamos a explicar porquê … !

Não é por acaso, que, aos doentes e aos alunos, a sociedade civil e o próprio Estado, não chama de clientes. Os alunos são  estudantes e os doentes são  pacientes, mesmo quando pagam um serviço. No entanto, em qualquer outra atividade económica, o pagador é denominado de cliente, ao consumir um bem ou um serviço.

A sociedade tem uma “etiqueta” especial, para os alunos e os doentes, pelo respeito que a educação e a saúde, merecem e que os diferencia de outras atividades.

Uma sociedade é tanto mais culta e mais apta, quanto maior for o conhecimento e os saberes dos seus cidadãos.

A feitura de trabalhos, em nome do aluno, é uma fraude, pois substitui aquilo que o aluno deveria saber, decorrente do seu estudo, por uma compra direta e não assimilada, dos saberes de um professor.

Isto é, a facilitação, que conduz ao nosso empobrecimento coletivo, o qual é “per si” iníquio, pois separa aqueles que pagam conhecimentos que não tem, daqueles que assimilam conhecimentos, através do seu esforço.

Nunca nenhum aluno das Universidades Públicas, da Universidade Católica ou da Universidade Lusíada, para falar de algumas Instituições, entre outras, nos pediram este serviço, mas temos a certeza que os professores das Instituições politécnicas ou universitária que possibilitam a avaliação através de trabalhos não tem em mente, avaliar trabalhos realizados por outrem, pois são os conhecimento dos seus alunos a fonte da sua avaliação.

No nosso quadro de colaboradores existem quatro professores Universitários que se sentiriam defraudados se os seus alunos se socorrecem à compra trabalhos.

Estaremos no Quantum-Explicações, sempre dispostos, com muito orgulho e empenhamento a ajudar os alunos a realizar os seus trabalhos ou exercícios ( metodologias, conceitos, definições, cálculos, raciocínios lógicos e abstratos), mesmo aqueles que contem diretamente para a avaliação, mas não nos substituiremos ao aluno na realização final do seu trabalho.

Desta forma, garantimos que o aluno, adquiriu conhecimentos, não os comprou.

O primeiro terá no final um curso com conhecimentos para praticar o segundo terá um ” canudo” que não lhe sevirá para nada na vida real.

Preservamos a qualidade do ensino, ministrando explicações de qualidade.

” o único local onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”

Albert Einstein 

Explicações individuais ou em grupo. Como escolher ?

AlunosAs explicações a alunos que frequentam o ensino educativo,  são como conceito  “clássico”, uma atividade em que um professor ajuda um estudante, de forma individual e personalizada, a recuperar conteúdos programáticos, a explicar matérias não apreendidas corretamente em sala de aula e a preparar testes, frequências ou exames.Portanto, o conceito genérico de explicações é o da explicação individual.

No entanto a crescente procura de explicações particulares em todo o mundo e também em Portugal, engendrou a necessidade de conferir ao universo estudantil a possibilidade de acesso a este tipo de serviços, não hostilizando aqueles cuja capacidade económica fosse mais débil.

Os Centros de Explicações, viabilizaram o acesso dos alunos de uma forma “democrática”  às explicações, criando explicações em grupo, a um preço mais acessível.

Lição em sala de aula

Lição em sala de aula

A questão que se poderá colocar é a de que ” será a explicação em grupo, tão rentável em termos de aquisição de conhecimentos como a explicação individual ?

Na maioria dos casos as explicações individuais são mais rentáveis que as explicações em grupo, apesar destas, em certas condições muito específicas poderem ser tão rentáveis como as individuais, dependendo da caracteristica dos alunos do grupo e portanto, com alguma aleatórieadade.

Explicações individuais

Releve-se, neste particular, que o grau de rentabilidade, das explicações em grupo, em termos gerais, vai diminuindo com o nível de escolaridade.

Se, ao nível do 1º e 2º ciclos de ensino as explicações em grupo assumem uma rentabilidade  muito satisfatória, e por vezes muito boa, quando alcançamos as explicações para alunos do ensino superior a probabilidade de queda da qualidade das explicações pode ser acentuado.

Explicações em grupo

 

 

 

 

De facto, os alunos tem um ensino massificado nas escolas que frequentam, sejam elas dos ensinos básico, secundário ou universitário, nas quais as turmas podem atingir 30 alunos, sendo impossível os professores poderem dissipar dúvidas a muitos alunos em aulas de duração inferior a 2 horas.

As denominadas, aulas de apoio, ministradas nas escolas básicas e secundárias, tem-se revelado com uma produtividade abaixo da média, principalmente quando os alunos a apoiar são em número superior a três ou quatro, pois o professor não dispõe de tempo suficiente para explicar todas as dúvidas a todos os alunos presentes, quanto muito uma ou duas a cada um deles, ficando por dissipar muitas das dificuldades dos estudantes.

As explicações permitem o ensino individualizado, o que contrasta com o ensino massificado oferecido pelos sistemas educativos, por isso, aconselhamos os estudantes a escolherem as explicações individuais e no caso das condições económicas não possibilitarem essa escolha, a opção de explicações em grupo deve ser, em grupos de 3 alunos no máximo.

É isso que propomos e que praticamos no Quantum-Explicações.

Ser docente no contexto atual

ARTIGO DE OPINIÃO

Mesmo quem não atue como docente, um dia passou por uma escola e tornou-se o que você é hoje !

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.  É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação.  Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida?  Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.

Realmente, nada está bom.  Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?

E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.

Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.

E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.

Há de se pensar, então, que  são bem remunerados… Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.

Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.

E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina… E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..

Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo

Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.

Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

 

Vanessa Storrer – professora da rede Municipal de Curitiba

Podem os juízos filosóficos em particular os juízos morais, serem objetivos ?

Artigo de opinião    

“Tambêm aqui moram os Deuses” de João Carlos Silva

Talvez fosse útil, e mesmo filosoficamente conveniente, começar por definir de uma forma suficientemente rigorosa os conceitos de subjectividade e de objectividade que se tem em mente, a fim de evitar equívocos desnecessários que só podem atrapalhar a discussão e torná-la inconsequente por razões de ambiguidade conceptual. Assim, se definirmos a objectividade de um juízo ou conhecimento como a propriedade lógica ou epistémica que os torna verdadeiros ou válidos independentemente da subjectividade dos agentes que os concebem, isto é, dos seus gostos, interesses, opiniões, desejos ou crenças pessoais, enquanto definimos a subjectividade como a propriedade de um juízo ou conhecimento que faz depender a sua verdade ou validade desses mesmos agentes, ou seja, das suas opiniões, gostos, crenças, desejos ou interesses pessoais, então não vejo como se poderá considerar – e muito menos afirmar dogmaticamente, sem qualquer argumento digno desse nome, como foi o caso – que nem a lógica nem qualquer área da ciência ou da filosofia podem ser ou aspirar a ser epistemicamente neutrais ou objectivas. Se entendermos ambos os conceitos da forma acima referida, como é que se pode consistentemente afirmar que, por exemplo, o príncipio lógico da identidade, segundo o qual A= A, ou o princípio da implicação, segundo o qual se A implica B e B implica C, então A implica C, ou a famosa fórmula fisica que faz equivaler matematicamente a energia à massa x a velocidade da luz ao quadrado, são juízos ou conhecimentos subjectivos, próprios para boi dormir?! Só se entender por subjectivo o facto óbvio e indiscutível de serem descobertos, pensados, formulados e conhecidos por sujeitos, mas esse não é, seguramente, o sentido filosoficamente relevante do termo, pois é evidente que se não existissem sujeitos capazes de conhecer também não haveria, pura e simplesmente conhecimento, só que isso não prova que todos os pensamentos e conhecimentos produzidos ou alcançados por aqueles sejam em si mesmos subjectivos no sentido acima indicado, mas tão só no sentido trivial e irrelevante para o caso de haver um sujeito que os tem. Deste modo, as leis da lógica e as leis da física ou bem que são objectivamente válidas e verdadeiras ou bem que não são, conforme descrevam ou não adequadamente as regras que o raciocínio deve cumprir para poder ser considerado formalmente válido, no caso da lógica, ou as regras estruturais que presidem ao funcionamento básico da Natureza, no caso da física, sendo as verdadeiras completamente independentes do facto de haver ou não quem as conceba bem ou mal, pois mesmo que não existissem seres humanos dotados de subjectividade para o fazer (e mesmo aqui teriamos que distinguir a subjectividade transcendental própria da razão universal, comum a todos nós, das subjectividades individuais próprias de cada um), continuariam a existir as mesmas leis da lógica e da Natureza, apenas com a diferença de que não seriam conhecidas por nós.

João Carlos Silva – Escritor e professor de filosofia

 

Caso haja interesse em ler o artigo completo, aqui fica o link que lhe dá acesso:

http://www.goodreads.com/story/show/275641-podem-os-ju-zos-filos-ficos-ser-objectivos-em-particular-os-ju-zos-mora

Mais de metade dos alunos do 9º ano chumba na 2ª fase a Português ou Matemática

Metade dos alunos do 9º ano terminou o 3º ciclo com negativa no exame nacional de Matemática neste ano letivo 2108-2019 . A Português foram 27% ( quase um terço ).

A média nacional a Português foi de 57% e a Matemática de 47% – os dois resultados apenas desceram um valor percentual relativamente aos registados no ano passado.

As pautas dos exames do 9º – os únicos do ensino Básico que o Governo manteve na avaliação externa – foram afixadas esta terça-feira. As provas contam 30% para a classificação final dos alunos e de acordo com o Júri Nacional de Exames 8% dos alunos (7243) chumbaram a Português e 34% (30785) reprovaram a Matemática.

No total, os exames foram realizados por 90545 alunos, em 1232 escolas em todo o país. As provas foram corrigidas por 4088 professores classificadores.