Explicações de Português

Explicações de Português no Quantum-Explicações. Nas nossas salas na Av. de Roma, em Lisboa, preparamos os alunos para os exames nacionais das disciplinas de Português  e Língua Portuguesa ou para o sucesso nas provas de avaliação durante o ano letivo.

Os programas de Português do ensino secundário e de Língua Portuguesa do ensino básico, pretendem  não só dotar os alunos de competências específicas, mas também de competências gerais.

São eixos de atuação no ensino básico :

–  O eixo da experiência humana, onde se situa a tensão entre a individualidade e a  Comunidade.

–  O eixo da comunicação linguística, dominado pela interacção do sujeito linguístico com os outros, seja pela prática da oralidade, seja pela prática da escrita.

– O eixo do conhecimento translinguístico, remetendo para a relação da língua com a aquisição de outros saberes a que ela dá acesso e que por seu intermédio são representados.

No que concerne ao ensino secundário.

Para além dos textos literários estudados, o objetivo fulcral da disciplina de Português, seja ela o Português A ou Português B, é o de criar e desenvolver competências linguísticas.

São inerentes a estas competências, o desenvolvimento e o aprimoramento das capacidades de falar, escrever e compreender, quer sejam enunciados escritos quer orais.

   

O exame nacional de Português, no final do 12º ano, avalia as referidas competências e o conhecimento sobre os autores literários estudados neste ano. O percurso programático do 12º ano, incorpora o Realismo, a Geração de Setenta, Antero de Quental, Eça de Queirós- Os Maias, Cesário Verde, o Modernismo, Fernando Pessoa ortónimo, Heterónimo Alberto Caeiro, Heterónimo Álvaro de Campos, Heterónimo Ricardo Reis, Fernando Pessoa- Mensagem, Luís de Stau Monteiro- Felizmente há luar, Miguel Torga, Sophia de Melo Breyner, Eugénio de Andrade, Virgílio Ferreira-  Aparição ou José  Saramago- Memorial Do Convento

                

Explicações de Língua Portuguesa ao 1º Ciclo, ao 2º Ciclo, ao 3º Ciclo e de Português ao ensino secundário.

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Explicações de Mecânica e Ondas

ou explicações de Vibrações e Ondas

A unidade curricular Mecânica e Ondas, também denominada de Vibrações e Ondas em algumas Instituições do ensino superior, insere-se no ramo da Ciência Física e normalmente é lecionada nos primeiros dois anos dos cursos de licenciatura pós Bolonha, nas universidades e escolas superiores, em que a componente dos conhecimentos de Física são relevantes. mecanica e ondas

Movimento no tempo e no espaço: cinemática, movimento relativo, dinâmica ( mecânica Newtoniana ), princípio de inércia, conceitos de massa e força, ação e reação, movimento harmónico simples, vibrações amortecidas ou forçadas, conservação da energia mecânica, energia cinética e energia potencial, sobreposição de duas vibrações no mesmo sistema e acoplamento de dois sistemas vibrantes, ondas ondulatórias, ondas eletromagnéticas: transformação de Lorenz e suas consequências, forças exteriores, centro de massa, sistemas conservativos e dissipativos, movimento de sistema de partículas, movimento de corpo rígido, aceleração e velocidade angular, rotação do corpo rígido, momentos de inércia, velocidade e propagação de ondas, equação da onda, ondas transversais e longitudinais,  pressão hidrostática, princípio de Arquimedes relatividade restrita de Einstein, dilatação do tempo e contração do espaço E=mc²  e outros … conceitos e leis físicas, serão ministradas pelos nossos explicadores aos nossos estudantes, no âmbito da cadeira de Mecânica e Ondas ou Vibrações e Ondas, por forma a ultrapassarem as dificuldades da disciplina.

Consulte os nossos preços, visite os items deste site/blog e contacte-nos para o ajudar a ultrapassar com sucesso a unidade curricular.

Explicações Geometria Descritiva Lisboa

O Centro de Explicações de Lisboa, em Alvalade, possui no seu quadro, Professores para lhe dar explicações de Geometria Descritiva. 

Geometria Descritiva

A geometria mongeana, correntemente denominada por geometria descritiva é um ramo da geometria que tem como objetivo representar objetos de três dimensões num plano bidimensional. Esse método foi desenvolvido por Gaspard Monge e teve grande impacto no desenvolvimento tecnológico sendo considerada, no início da sua sistematização, como segredo de Estado.  

A Geometria Descritiva serve de base teórica ao desenho técnico, permitindo a construção de vistas auxiliares, cortes, secções, rebatimentos, rotações, interseções de planos e sólidos, mudança de planos de projeção, determinação de verdadeiras grandezas  de distâncias, ângulos e superfícies, bem como o cálculo de volumes a partir dos dados extraídos das projecções ortogonais.

Para a arquitetura, engenharia ou o design de produtos ou equipamentos o conhecimento da geometria descritiva é essencial. A existência de um mais profundo conhecimento do método de Monge, permite utilizar com maior adequação, todo o potencial dos programas de CAD e das modelagens em 3D, que exigem o domínio de medidas, curvaturas e ângulos exatos.

A modelagem tridimensional comporta  no seu entendimento e construção os conceitos da Geometria Descritiva. É insuficiente o entendimento, para gerar maquetes virtuais de qualidade, sem o conhecimento de conteúdos específicos da mesma, como por exemplo, a localização de pontos através de coordenadas (X, Y, Z) nas suas formas absolutas ou relativas.

Também no domínio das artes, nomeadamente na Geometria Descritiva, os explicadores da Quantum-Explicações, estão disponíveis e motivados, no nosso Centro em Alvalade ( Av. de Roma) em ajudar os alunos a ultrapassar as dificuldades, como o fazemos em muitas  àreas do conhecimento, como na matemática, física, química, biologia, economia e no domínio das ciências humanas.

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Explicações de Álgebra

A álgebra é o ramo da matemática que estuda as aplicações formais de equações, operações matemáticas, estruturas algébricas e polinómios e apresenta-se como uma disciplina (conhecimento) independente em muitos cursos do ensino superior, universitário e politécnico.

A álgebra surgiu no Egipto quase ao mesmo tempo que na Babilônia; mas faltavam à álgebra egípcia, segundo Papiro Moscou e o Papiro Rhind (documentos egípcios datados respetivamente de cerca de 1850 a.C. e 1650 a.C), os métodos sofisticados da álgebra babilônica, bem como a variedade de equações resolvidas.

O sistema de numeração egípcio, relativamente primitivo em comparação com o dos babilônios, ajuda a explicar a falta de sofisticação da álgebra egípcia. Os matemáticos europeus do século XVI tiveram de estender a noção indo-arábica de número antes de poderem avançar significativamente, para além dos resultados babilônios de resolução de equações.

A álgebra, lecionada,  introduz o conceito de variável como representação de números, utilizando expressões em que estas variáveis são manipuladas através de regras operatórias aplicáveis a números, como a multiplicação e a adição.

Estes conceitos permitem, nomeadamente resolver equações.

Contudo a adição e a multiplicação podem ser generalizadas, permitindo as suas  definições exactas conduzirem-nos a estruturas, nomeadamente os conhecidos anéis, grupos e corpos, que são estudados na álgebra abstrata.

Os professores do Centro de Explicações de Lisboa, tem respostas pedagógicas para si, ajudando-o a desvendar os segredos da álgebra, explicando conceitos e cálculos :

  • Matrizes, sistema de equações lineares e determinantes ( conceito de matriz, cálculo do deteminante, desenvolvimento de Laplace, matrizes adjuntas e inversas, matriz identidade, propriedades operatórias, fórmula de Gauss-Jordan … etc)
  • Espaços e subespaços vetoriais ( conbinações lineares, dependência e independência linear, base de um espaço vetorial, mudança de base …etc )
  • Transformações lineares ( conceitos e teoremas, transformações do plano no plano …etc)
  • Valores e vectores próprios ( polinómio característico, … diagonalização de operadores, produto interno, tipos especiais de operadores lineares ), entre outros …

O nosso quadro de professores licenciados, mestres e doutorados oferecem-lhe as condições ” sine qua none ” do seu sucesso na cadeira de Álgebra.

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Sistema de ensino em Portugal

A Educação engloba os processos de aprender e ensinar.

É um fenômeno inerente a qualquer sociedade e aos grupos que a constituem, sendo responsável pela sua manutenção e perpetuação transmissíveis, às gerações vindouras  de modos culturais de ser, estar e de estar indispensáveis à boa convivência humana. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes.

Em Portugal o ensino básico está distribuído por três ciclos :

  • 1.º ciclo (1.º ano ao 4.º ano);
  • 2.º ciclo (5.º e 6.º ano);
  • 3.º ciclo (7.º ao 9.º ano).

As classificações dos alunos são fundamentalmente qualitativas e também quantitativas nos 2º e 3º ciclos.

A maior ênfase boa aprendizagem, centra-se na língua Portuguesa, na matemática e na compreensão do meio físico, sendo o 3º ciclo mais abrangente.

Instituto Superior de Economia e Gestão ( ISEG)

Torre Norte do Instituto Superior Técnico.

O ciclo seguinte é designado por Ensino Secundário – abrange os 10.º, 11.º e 12.º anos e tem um sistema de organização próprio, diferente dos restantes ciclos. A mudança de ciclo pode, em vários casos, ser marcada pela mudança de escola, sendo, por exemplo, as escolas que abrangem o 1.º ciclo mais pequenas que as restantes, tendo em média cerca de 200 alunos, enquanto que as do 2.º e 3.º ciclos e as secundárias podem facilmente atingir os 2000 alunos.

A taxa de alfabetização nos adultos situa-se nos 95%. As matrículas para a escola primária estão próximas dos 100%. Apenas 20% da população portuguesa em idade de frequentar um curso de ensino superior frequenta as instituições de ensino superior do país. Para além de ser um dos principais destinos para os estudantes internacionais, Portugal está também entre os principais locais de origem de estudantes internacionais. Todos os estudantes do ensino superior, tanto a estudar no país como no estrangeiro, totalizaram cerca de 380 mil alunos em 2005.

 

O ciclo seguinte é designado por Ensino Secundário – abrange os 10.º, 11.º e 12.º anos e tem um sistema de organização próprio, diferente dos restantes ciclos. A mudança de ciclo pode, em vários casos, ser marcada pela mudança de escola, sendo, por exemplo, as escolas que abrangem o 1.º ciclo mais pequenas que as restantes, tendo em média cerca de 200 alunos, enquanto que as do 2.º e 3.º ciclos e as secundárias podem facilmente atingir os 2000 alunos.

A taxa de alfabetização nos adultos situa-se nos 95%. As matrículas para a escola primária estão próximas dos 100%. Apenas 20% da população portuguesa em idade de frequentar um curso de ensino superior frequenta as instituições de ensino superior do país. Para além de ser um dos principais destinos para os estudantes internacionais, Portugal está também entre os principais locais de origem de estudantes internacionais. Todos os estudantes do ensino superior, tanto a estudar no país como no estrangeiro, totalizaram cerca de 380 mil alunos em 2005.

As Universidades Portuguesas existem desde 1290, sendo a primeira a Universidade de Coimbra, que, no entanto, estabeleceu-se primeiramente em Lisboa antes de se fixar definitivamente em Coimbra. As universidades são geralmente organizadas em faculdades, institutos e escolas. A Declaração de Bolonha foi adoptada desde 2006 pelas universidades e institutos politécnicos portugueses. Nas Universidades, as avaliações são feitas numa escala de 1 a 20 valores. Em média, os cursos demoram três anos, o que equivale a nove trimestres, sendo que no fim deste período (e depois dos exames finais), é efectuada a média final do aluno, e se conseguir, a partir daí o aluno está oficialmente formado na área que escolheu (porém, pode aumentar sempre a sua qualificação com um Mestrado, e posteriormente, com um doutoramento).

Existem ainda Institutos Politécnicos de ensino superior espalhados por quase todos os distritos de Portugal.

Educação hoje …

A tarefa da educação é delicada porque supõe em princípio, amor, desprendimento, doçura, firmeza, paciência e decisão.

Educar é como ensinar alguém a andar ( nada de metafórico existe nesta comparação ). Andar verticalmente e falar é a educação mais fundamental do modo de ser quem somos: humanos. Aprender a ler, a fazer contas e a dominar a técnica, o conhecimento científico e o processo de desenvolvimento de mais e mais conhecimentos no âmbito de uma comunidade em que estamos imersos é a mesma coisa que aprender a falar.

Todos esses aspetos que enquanto adultos nos envolvem são distinções no âmbito do processo crucial que nós próprios somos: um erguer e um puxar, um indicar de possibilidades, um mostrar de mundos, um incentivar e ajudar, um responsabilizar, autonomizar e cuidar.

Assim, quem ensina deve dominar uma maior massa de informações e tê-la sempre pronta a ser utilizada, mas mais do que isso, ensinar requer algo muito mais difícil, complexo e poderoso: deixar aprender.

Podem os juízos filosóficos em particular os juízos morais, serem objetivos ?

Artigo de opinião    

“Tambêm aqui moram os Deuses” de João Carlos Silva

Talvez fosse útil, e mesmo filosoficamente conveniente, começar por definir de uma forma suficientemente rigorosa os conceitos de subjectividade e de objectividade que se tem em mente, a fim de evitar equívocos desnecessários que só podem atrapalhar a discussão e torná-la inconsequente por razões de ambiguidade conceptual. Assim, se definirmos a objectividade de um juízo ou conhecimento como a propriedade lógica ou epistémica que os torna verdadeiros ou válidos independentemente da subjectividade dos agentes que os concebem, isto é, dos seus gostos, interesses, opiniões, desejos ou crenças pessoais, enquanto definimos a subjectividade como a propriedade de um juízo ou conhecimento que faz depender a sua verdade ou validade desses mesmos agentes, ou seja, das suas opiniões, gostos, crenças, desejos ou interesses pessoais, então não vejo como se poderá considerar – e muito menos afirmar dogmaticamente, sem qualquer argumento digno desse nome, como foi o caso – que nem a lógica nem qualquer área da ciência ou da filosofia podem ser ou aspirar a ser epistemicamente neutrais ou objectivas. Se entendermos ambos os conceitos da forma acima referida, como é que se pode consistentemente afirmar que, por exemplo, o príncipio lógico da identidade, segundo o qual A= A, ou o princípio da implicação, segundo o qual se A implica B e B implica C, então A implica C, ou a famosa fórmula fisica que faz equivaler matematicamente a energia à massa x a velocidade da luz ao quadrado, são juízos ou conhecimentos subjectivos, próprios para boi dormir?! Só se entender por subjectivo o facto óbvio e indiscutível de serem descobertos, pensados, formulados e conhecidos por sujeitos, mas esse não é, seguramente, o sentido filosoficamente relevante do termo, pois é evidente que se não existissem sujeitos capazes de conhecer também não haveria, pura e simplesmente conhecimento, só que isso não prova que todos os pensamentos e conhecimentos produzidos ou alcançados por aqueles sejam em si mesmos subjectivos no sentido acima indicado, mas tão só no sentido trivial e irrelevante para o caso de haver um sujeito que os tem. Deste modo, as leis da lógica e as leis da física ou bem que são objectivamente válidas e verdadeiras ou bem que não são, conforme descrevam ou não adequadamente as regras que o raciocínio deve cumprir para poder ser considerado formalmente válido, no caso da lógica, ou as regras estruturais que presidem ao funcionamento básico da Natureza, no caso da física, sendo as verdadeiras completamente independentes do facto de haver ou não quem as conceba bem ou mal, pois mesmo que não existissem seres humanos dotados de subjectividade para o fazer (e mesmo aqui teriamos que distinguir a subjectividade transcendental própria da razão universal, comum a todos nós, das subjectividades individuais próprias de cada um), continuariam a existir as mesmas leis da lógica e da Natureza, apenas com a diferença de que não seriam conhecidas por nós.

João Carlos Silva – Escritor e professor de filosofia

 

Caso haja interesse em ler o artigo completo, aqui fica o link que lhe dá acesso:

http://www.goodreads.com/story/show/275641-podem-os-ju-zos-filos-ficos-ser-objectivos-em-particular-os-ju-zos-mora

Ser docente no contexto atual

ARTIGO DE OPINIÃO

Mesmo quem não atue como docente, um dia passou por uma escola e tornou-se o que você é hoje !

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.  É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS  razões que  geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas  para diagnosticar as falhas da educação.  Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Em que  pais de famílias oriundas da pobreza  trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos  em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida?  Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.

Realmente, nada está bom.  Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos,  há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?

E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.

Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução),  levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.

E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração;

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.

Há de se pensar, então, que  são bem remunerados… Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que  esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.

Temos notícias, dia-a-dia,  até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.

E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina… E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..

Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade!  E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo

Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos  e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora  não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.

Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

 

Vanessa Storrer – professora da rede Municipal de Curitiba